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ANÁLISE DE MORTAL KOMBAT (ARCADE)

MORTAL KOMBAT
★★★★★
Tipo:Jogo
Ano:1992
Gênero:Luta
Produtora:Midway
Formato:Arcade Board
Observações:--

Clássico supremo dos jogos de luta, que rivaliza até hoje com a série Street Fighter, justamente por apresentar uma proposta diferente de jogo, em todos os aspectos.

Ed Boon e John Tobias queriam fazer um jogo que fosse protagonizado pelo Van Damme.
Porém, no fim das contas, não deu certo e resolveram criar um outro jogo, no qual chamaram um ator e usaram-no para criar um personagem baseado no Van Damme, o famoso Johnny Cage.

Causou grande polêmica na época, pois os personagens eram atores de carne e osso, digitalizados , como no Pit Fighter.

Assim como Street Fighter, Mortal Kombat apresentava uma jogabilidade única, com uma mecânica totalmente diferente do rival, e que funcionou tão bem que foi mantida durante toda a década de 90. São 5 botões no total: dois de soco, dois de chute e um de bloqueio. O gancho era um recurso bastante utilizado pelos jogadores , tornando-se essenciais nas lutas. A trilha sonora era absurdamente sombria, combinando com o clima do jogo e a maioria dos temas são memoráveis.

Alguns personagens beiram a marginalidade , como Kano, um assassino de aluguel e outros totalmente ligados à mitologia fictícia do jogo, como Goro, metade homem, metade dragão. Aliás, vale aqui uma curiosidade: Goro é o único personagem modelado pelos criadores do jogo. Ou seja, o único que não é um humano em carne e osso. Diferente de Baraka, de MK2, onde um ator veste aquela bizarra máscara e interpreta os movimentos do personagem, Goro é um personagem 100% modelado e teve seus movimentos capturados pela técnica de stop motion. No entanto, se encaixa perfeitamente no jogo e sua interação com o cenário e demais personagens flui de forma natural.

Além de todo sangue que jorrava a cada porrada acertada no adversário, havia também os Fatalities, que permaneceram como um elemento característico da série. Como nome sugere, um movimento final que acaba com a vida do adversário. E era personagem arrancando o coração do outro com as próprias mãos, arrancando cabeças. Coisa linda de se ver. Menos para os pais , preocupados com toda àquela violência a que estavam expostos. Mal sabiam que isso não era nada , se comparado ao que consumiriam anos mais tarde, como GTA, Postal, etc, etc.

No quesito história, a série sempre foi superior à rival. Enquanto há inúmeras contradições em Street Fighter e uma porrada de furos, em MK a história segue toda uma cronologia, que é bem verdade, depois de tantas idas e voltas acabou sofrendo um reboot em MK9 porque já tinham excedido também a quantidade infindável de personagens, chefes, deuses, criaturas monstruosas-mitológicas, lugares e tudo o mais.

Nesse primeiro jogo podiamos selecionar apenas 7 personagens, sendo eles: Sonya Blade: Uma soldado , cuja principal motivação é capturar Kano.
Kano: Um assassino de aluguel,líder e fundador da organização Black Dragon
Raiden: Um Deus - (dentro da mitologia fictícia de Mortal Kombat) - protetor do Reino da Terra.
Liu Kang: Guerreiro Shaolin, inspirado em Bruce Lee.
Sub-Zero: ninja do clã Lin Kuei, personagem de história complexa pra cacete que terá diversos revezes e reviravoltas ao longo de toda série. Sub-Zero é um título conquistado dentro do clã. Nesse primeiro episódio da saga, controlamos Bi-Han, o primeiro Sub-Zero, enquanto que em outros, controlamos Kuai Liang, o segundo Sub-Zero.
Scorpion: Um espectro ninja, busca vingança pela morte de seu clã.É morto por Sub-Zero.
Johnny-Cage: ator de filmes de artes marciais, inspirado no Van Damme.

Há ainda um outro personagem, que seria introduzido no segundo jogo da série como jogável: Reptile.
Porém, aqui, talvez por um erro de programação, ele aparece com nome de Scorpion na barra de energia. Possuí os mesmos golpes de Sub-Zero e Scorpion e o seu traje é verdade.
Há um macete para jogar com ele, mas não sei até onde é plausível e até onde se encaixa naqueles casos de "mistérios e rumores dos videogames", embora haja vídeos no youtube mostrando longplay do personagem. Porém, o seu final é o mesmo do personagem Sub-Zero.

Os outros personagens são o chefe, Shang-Tsung e Goro, o sub-chefe. Ambos não-jogáveis.

Shang-Tsung é um feiticeiro e um dos principais vilões da série. Lambe-saco de Shao-Khan em grande parte dos episódios da série. Aqui aparece como chefão final do jogo.

Goro: metade-homem e metade dragão, pertence à raça Shokan e defendeu o título do MK por cerca de 500 anos.

Mortal Kombat traz diversas referências à cultura oriental, desde o dragão, como logotipo principal da série , até as inúmeras estátuas de Buda e templos em construção característica. Personagens como Raiden foram inspirados em personagens de filmes como Os Aventureiros do Bairro Proibido, entre outras curiosiadades.

Já introduzia , desde esse primeiro capítulo o cenário "The Pit", que extasiava os jogadores com a possibilidade de finalizar o oponente com um gancho, arremessando-o na parte inferior do cenário, diretamente nos espinhos.

A jogabilidade era bastante precisa e fluída , e apesar de bem mais grotesco e violento que Street Fighter, conquistou diversos fãs pelo mundo. Em parte graças à polêmica gerada, que atiçava a curiosidade de novos jogadores em conhecê-lo.

Os cenários são bem inspirados e combinam com suas respectivas trilhas sonoras, além dos detalhes que foram incluídos em parte deles , como a movimentação das nuvens, Shang-Tsung aplaudindo o vencedor no próprio cenário e outros demais detalhes, que demonstravam uma certa sutileza da série em proporcionar uma experiência diferente aos jogadores acostumados com jogos como Fatal Fury e Street Fighter.

Curiosamente , assim como o primeiro Street Fighter, de 1987, apresentava bonus stages, no qual o personagem deveria quase estuprar os botões do controle para quebrar uma tábua de madeira ou algum material mais rígido. Não lembro desses bônus terem retornado mais tarde na franquia. Curioso.

Vale ressaltar também que a campanha contra a máquina dura um tempo decente. Como são poucos os personagens, depois de enfrentar a todos, incluindo aí uma mirror match com o seu próprio personagem, enfrentas 3 rounds de Endurance, que são combates contra 2 personagens por luta. Enfrentas um de cada vez , mas utiliza o que restou da sua barra de energia pra enfrentar o próximo.
Após, enfrentamos o Goro. É interessante notar que nessa versão de Arcade, quando estás prestes a enfrentar o monstro, já ouve os rugidos dele pela arena, o que aumenta o clima de tensão no jogo. Depois tem nego dizendo que MK é feito nas coxas. Não é não "abiguinho".

Pra finalizar: excelente jogo, fez história e está já enraizado na cultura gamer mundial.



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