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ANÁLISE DE THE NINJA

THE NINJA
★★★
Tipo:Jogo
Ano:1986
Gênero:Ação
Produtora:SEGA
Formato:Cartucho
Observações:--

Análise de: Paco-loco
Enviada em:07/04/2016
Publicada em:07/04/2016

Essa bela pérola do Master System é um bocado desconhecida. Eu, pelo menos, nunca vi ninguém falando desse jogo. Só mesmo um colega de escola lá em 1991, por ai, e eu. E olha que o jogo foi lançado pela TecToy aqui no Brasil!

Seja como for, temos aqui um jogo de ninja bem diferente dos lançados naquela época. De igual mesmo, só a dificuldade elevada, quase irritante. Mas fora isso, nada de jogo de plataforma. Aqui a gente vê o ninja correndo pela tela, quase como se fosse um jogo de navinha, só que o movimento da tela é livre. Você corre sempre "para cima", mas a tela vai subindo a medida que você corre com o boneco. Se você quiser ficar paradão, beleza, a tela não sobe sozinha e o ninja não morre por isso.

Além de correr, seu boneco pode atirar shurikens e "virar fumaça" por uma fração de segundo. Funciona assim: um dos botões atira o shuriken sempre para cima, com o outro botão você pode mirar as shurikens para qualquer lado, e, por fim, apertando os dois botões juntos o ninja "vira fumaça" por uns instantes, podendo assim desviar de investidas dos inimigos ou de elementos mortíferos do cenário, como pedras que quicam na sua direção ou cavalos em desabalada carreira.

A jogabilidade parece simples, e é mesmo. Com esses poucos movimentos você estará apto a enfrentar as centenas de ninjas cinzas, ninjas azuis, ninjas fantasiados de cachorro, mulheres ninjas que pulam de telhados, ninjas que cospem fogo correndo entre cavalos, ninjas com lanças e os chefões (quase sempre caras grandes usando armaduras medievais japonesas, só mudando nas fases finais do jogo, em que os chefes são um careca que atira bolinhas).

No começo os ninjas-inimigos-comuns atiram somente shurikens, mas na medida que o jogo avança eles passam a atirar shurikens maiores, shurikens duplos e bumerangues. Além disso, nas fases avançadas, os ninjas inimigos flutuam pela tela, sendo difícil acertá-los. Tem que ficar esperto! Os chefes também variam os ataques, mas tô pra dizer que os chefes são a parte mais fácil do jogo, só ficam descendo a tela, atirando poucos projéteis fáceis de desviar.

As fases são bem variadas, tendo fases de subir correndo, fases em que estamos num rio e temos de ganhar caminho andando em cima de toras de madeira, fases de escalada e, ainda, fases em que andamos no meio de um estouro de cavalos. Para um jogo de Master System está bom demais. Outro destaque fica para a música, muito boa mesmo e foge daqueles clichês de músicas de ninja. A Sega quando queria metia os ferros de com força!

Até agora tudo vai às mil maravilhas, mas esse jogo possui um defeito, e um defeito grave. Ele não é só de sair correndo e matando todo mundo. Ele tem um objetivo, que é pegar alguns pergaminhos coloridos que estão escondidos (e bota escondidos nisso!) pelas fases. Sem pegar todos eles você não consegue fechar o jogo. Também existem alguns pergaminhos que melhoram seu shuriken, deixando-o maior e mais letal. O problema é que diferentemente dos pergaminhos que melhoram a sua arma, os outros não estão à vista. É preciso fazer uma série de coisas, que ninguém te explica, para que apareçam. Por exemplo, é preciso dar trocentas shurikenzadas numa pedrinha no meio da fase tal, pra que essa pedrinha se transforme no pergaminho verde. Ou é preciso parar na frente da porta de uma casa, "virar fumaça" 3 vezes, atirar uma shuriken, andar um passo pra trás, "virar fumaça" de novo, atirar outra shuriken e, ai sim, aparece o outro pergaminho. Uma sacanagem sem fim, nada no jogo te indica essas coisas. E nem me digam que era preciso ter o manual. Eu tinha. Ele até explicava sobre os pergaminhos, mas daquele jeito sucinto que os manuais de Master explicavam. Só falava para que serviam. Talvez no manual japonês era melhor explicado. Quem sabe lá?

Só por causa desse detalhe maldito, nota 3 de 5. Sem dúvida vale uma jogada, só não espere fechar ele.



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