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DOOM II : HELL ON EARTH

DOOM II: Hell on Earth
★★★★
Tipo:Jogo
Ano:1994
Gênero:FPS/Tiro
Produtora:Id Software
Formato:5 DSKs
Observações:--
Cheats:

Durante o jogo, digite qualquer um desses códigos:

IDDQD -- Invencibilidade
IDBEHOLDI -- Invisibilidade Temporária
IDBEHOLDR -- Uniforme anti-radioativo
IDBEHOLDV -- Invencibilidade temporária
IDKFA -- Saúde completa, armadura, armas e chaves
IDDT -- Mudar detalhamento do mapa
IDCHOPPERS -- Motosserra
IDCLEVxx -- Pular de fase 'xx' onde xx é um número de 01 a 19
IDCLIP -- Atravessar paredes.

Aí sim, pinguim. Percebendo o sucesso de DOOM , a ID SOFTWARE resolveu lançar uma continuação do mesmo em 1994, e se vocês pesquisarem na internet vão ler muitos reviews reclamando que a engine do jogo não foi modificada, e nem mexeram nos gráficos e blá blá blá, mas a verdade é que nada disso importa muito, já que continuaram comprando o jogo na época e o resultado final foi satisfatório.

Antes de falar do enredo, devo alertá-los que contém uma centena de spoilers, porque assim como no primeiro Doom, a história vai se desenrolando conforme o jogador avança no jogo. Então falarei a respeito dela até certo ponto , para acabar não 'spoileando' o final junto. Então, lá vai:

Ao regressar a Terra, Doomguy encontra o planeta dominado pela infestação demoníaca e percebendo que tudo está praticamente em ruínas, líderes mundiais resolvem enviar o resto da humanidade sobrevivente ao espaço em capsulas e naves , porém há um campo de força criado pelos demônios protegendo o "starport" e os soldados sobreviventes, num ato de desespero tentam invadir o local , porém todos são dizimados na hora pelos demônios.

E vou parar por aqui, até porque esse trecho da história é também contado em texto durante a campanha e vamos falar sobre o que interessa, o jogo em si. O que há de novo e o que foi mantido como no original.

Mantiveram a engine , gráficos e a jogabilidade 100% do jeito que era na obra original. Embora muitos achem isso ruim , eu acho excelente, principalmente no quesito da jogabilidade, porque não são raros os casos (quando se trata de videogame) , onde a empresa tenta enfeitar o pavão e acaba enfiando um braço inteiro no cu do jogador. Como diz o ditado: "Em time que está ganhando não se mexe" , e eu acredito também que quando a mulher é muito baranga, "não se mete" . Hahahah, só os manjadores entenderão!

O maldito motion sickness provocado no primeiro jogo, também voltou, infelizmente. Por isso é fácil acabar sentindo enjôos e vontade de vomitar entre uma partida e outra, principalmente quando se está em fases intrincadas , cheias de segredos, passagens secretas, chaves, corredores e labirintos - aliás, abordarei o tema falando a respeito das fases mais à frente.

A principal alteração - que chama atenção de qualquer jogador à primeira vista - foi a adição de novos inimigos, com novas características, como o soldado zumbi, mais parrudo, que ataca o jogador com uma metralhadora , uma versão marrom do CacoDemon que cospe caveiras flamejantes na fuça do jogador, e flutua no ar, de forma semelhante ao outro inimigo no qual foi inspirado. Temos também o retorno do Cyberdemon, em algumas aparições, como um inimigo regular - e não mais como chefe, como em Doom 1. Revenant - um esqueleto que atira mísseis teleguiados contra o jogador. O ArchVile, inimigo capaz de rescucitar monstros de classes inferiores a ele - caso o jogador os tenha já derrotado.

Adicionaram também uma shotgun de cano duplo, bastante eficaz e maneira. As outras armas continuam as mesmas: o revolver capengão que demora a dar cabo dos inimigos, a metralhadora, a shotgun básica, a arma que atira bolas de fogo, a que atira lasers e a mais poderosa, BFG - que atira plasma.

Assim como no jogo anterior, temos a busca por chaves de diferentes cores para abrir portas específicas e encontrarmos o final das fases. E apesar do jogo não ser um rpg e sim um shooter focado na ação frenética e embates diretos contra inimigos e chefões, apresenta fases que te farão dar voltas e mais voltas até encontrar a saída. Seus mapas são maiores e mais complexos que o primeiro Doom, alguns possuem milhares de caminhos, portas, switches. Passagens secretas que se abrem e fecham nas suas costas e algumas ações que acabam ativando certas reações nos inimigos ou alterações no cenário. E alguns cenários possuem alturas absurdas, ainda bem que nessa época , eram mais livres na fantasia e o personagem não perde energia se cair de alturas absurdas.

Como no jogo anterior , há algumas superfícies líquidas que emulam água, ácido ou lava. E quando o jogador é obrigado a passar por esses caminhos pra chegar a algum lugar, perde um pouco da energia.

Algumas fases, retratando a história do jogo, simulam um ambiente urbano, porém mantém as texturas clássicas do jogo, e o mapa é bem característico e é normal encontrar no interior dessas construções caixas da UAC, e itens relacionados à fases anteriores. Como surpresa, há um modo de ativar algumas fases do castelo Wolfenstein, mas não recordo ao certo como encontrar esse segredo.

O defeito que o jogo possui ao meu ver é exagerar demais , em algumas fases, onde se perdem 20 minutos ou mais tentando achar a saída ou resolvendo milhares de puzzles - alguns deles não tão óbvios como possam parecer à primeira vista - nisso Doom 3 é mais fluído , apesar de também haver certos puzzles a resolver no game de 2004. Mas falaremos desse jogo quando for a hora.

Os inimigos emitem grunhidos e berros bizarros ao serem abatidos ou mesmo quando estão em cena, te atacando. Tenho certeza que alguns desses samples foram retirados da natureza e depois editados com algum efeito de soundpitch. Alguns desses sons são realmente bestiais. Mas combinou perfeitamente com o clima soturno do jogo.

Aliás é outro ponto de destaque. Assim como no primeiro, somos presenteados com grotescas imagens satânicas por todo o jogo - e é por isso que houve tanta controvérsia na época do lançamento desses jogos- além de encontrarmos corpos empalados e num estágio mais avançado uma sala repleta de corpos sacrificados , remetendo à rituais pagãos da antiguidade, onde corpos e animais eram oferecidos à divindade. No caso, os sacrifícios de Doom seriam oferecidos ao próprio Demônio.

Os temas continuam soturnos e combinando bastante com o jogo, embora alguns sejam menos enérgicos e nem sempre remetam ao heavy metal/hard rock , como no primeiro jogo. Alguns temas misturam tensão com melancolia e outros até fogem um pouco dessa temática. A música mudou , mas continua combinando bastante com o jogo.

Além das imagens satânicas, temos também algumas referências Illuminatis - não que eu acredite nessas merdas, mas creio que devido às polêmicas envolvendo o jogo pelo alto grau de violência apresentado na época, somadas as críticas mais conservadoras, devido ao excesso de símbolos e imagens satânicas no jogo anterior, acredito que os produtores adicionaram imagens do "olho que tudo vê" em alguns estágios mais avançados.

Um dos momentos mais perturbadores para os mais fracos é quando nos deparamos com um mapa no qual uma das portas está soterrada por uma pilha de caveiras , esqueletos e restos mortais numa maçaroca de sangue vermelho. O curioso é que ao dar a volta pela construção, encontramos outra porta, com semelhante pilhas de restos mortais, porém essa é "atravessável" , permitindo o jogador adentrar ao recinto, e a mensagem "a secret has found" aparece na tela ao acessar o lugar.

Um último fator que esqueci de mencionar antes é que nessa sequência há momentos de escuridão quase total em algumas salas, onde ela so´vai se iluminando de acordo com a posição do jogador. Dali pra frente apenas escuridão. E é nessa hora que topamos com diversos monstros, salas repletas deles , atirando e atacando pra valer. No primeiro Doom não havia esse efeito - que seria usado à exaustão - mais à frente - em Doom 3.

Resumo da ópera: Doom II é um jogo espetacular, com labirintos ainda mais complexos e intricados que o primeiro jogo - coisa que pode encher a paciência em alguns estágios mais avançados - e talvez a recomendação maior seja para se jogar aos poucos, já que a campanha é longa e tais mapas podem acabar frustrando os jogadores, somado ao fator dos enjôos provocados pela simulação de movimento. No mais, apresentou novos inimigos e não é raro, apertar um botão na inocência e acessar uma sala escura onde CacoDemons e outros demônios estão prontos a te atacar. Tem uma jogabilidade simples e viciante e massacrar demônios continua sendo muito divertido e prazeroso. No entanto, devo ressaltar que não é um jogo pra qualquer um. Os mais conservadores e religiosos irão detestar. Então pra essa gente eu digo: passem longe - mas não encham o saco de quem gosta, porra!!



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