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ANÁLISE DE ULTIMATE MORTAL KOMBAT 3 (MEGA DRIVE)

ULTIMATE MORTAL KOMBAT 3
★★★★
Tipo:Jogo
Ano:1996
Gênero:Luta
Produtora:Avalanche Software
Formato:Cartucho
Observações:A.K.A: UMK3
Códigos de Game Genie

Jogadores com a força de Shao Khan PVYT-KE8T
Jogador 1 energia infinita ALDA-JA90
Jogador 1 corrida infinita AL0T-CA8W
Tempo infinito AJAA-CA4J

Cheats


Ative Secret Options, Killer Kodes e Secret Menu:

Use qualquer um desses códigos abaixo para ativar os três códigos e habilite o que quiser!
1)A, C, c, B, c, B, A, b
2)C, f, A, t, A, c, C, f, A, t, A, c
3)B, A, b, t, A, b, C, f, c, b


Lutador aleatório:
Na tela de seleção de lutador, pressione ao mesmo tempo Cima e Start, e o jogo escolherá um lutador para você.

Sempre perca com um fatality ou brutality:
Assim que perder uma luta, pressione Baixo nos dois controles, e o seu oponente sempre terminará a luta com um fatality ou um brutality.

Tela secreta de opções:
1. Na tela de tílulo, onde está escrito Start Game e Options, faça a sequência: C, Direita, A, Esquerda, A, Cima, C, Direita, A, Esquerda, A, Cima. 2. Logo abaixo do Options aparecerão os novos items: Cheats, Secrets e Killer Codes.
Eis , meus amigos, a conversão de Arcade do upgrade de Mortal Kombat 3.

O jogo que a Midway lançou ao perceber que o MK3 não tinha agradado em cheio. Jogadores reclamavam da falta de personagens clássicos como Scorpion e Kitana, em detrimento de "porcarias", como Stryker, Kabal e etc.Fora as outras reclamações. Mas essa é outra história. Vamos falar hoje da tal conversão do jogo.

Programado por uma tal de Avalanche Software, da qual nunca ouvi falar, o jogo apresenta - como era de se esperar - uma série de cortes e downgrades em relação ao original. Detalharei melhor abaixo.

Antes de mais nada, um pouco de História e contexto da situação. O que se passava na segunda metade da década de 90 quando essa conversão foi lançada?
Bem, recordo que MK3 havia sido lançado para SNES, MEGA DRIVE e PSX em 1995 e revistas como a Ação Games BABAVAM O OVO da versão PSX dizendo que era um Arcade perfeito, a única versão decente. Havia todo um lobby para mostrar a superioridade de um console de 32 Bits em relação às suas contrapartes inferiores de 16 bits.

Vale ressaltar que nessa época Saturn, Nintendo 64 e Playstation já estavam no mercado, solidificando a nova geração de consoles enquanto Mega Drive e SNES davam seus últimos suspiros. UMK3 foi um jogo dessa leva. Um dos últimos produzidos para o sistema.

E sempre que um sucesso dos Arcades (como Mortal Kombat, Street Fighter ou qualquer outro jogo) era convertido para SNES e MEGA DRIVE havia comparações de qual versão mais se aproximava do original , mas na verdade, as versões se aproximavam mais entre elas mesmas do que em relação ao Arcade. Explico: muitos se surpreenderam ao descobrir que grande parte do hardware dos arcades daquela época eram 16 bits. Mas o que tem isso? Veja, o PC ENGINE (8 bits) poderia competir em pé de igualdade com Mega Drive e Super Nes, e não era uma concorrência muito leal com outros consoles de 8 bits pois ele era muito superior (principalmente em termos gráficos). O mesmo acontecia em relação aos Arcades e ao Mega Drive e SNES. Era um hardware muito mais poderoso.

Também é óbvio que há conversões e conversões e algumas produtoras porcas foram terceirizadas (em alguns casos) com a responsabilidade de converter o original criado por outra empresa. Geralmente, nesse caso, as conversões ficavam péssimas e sequer exploravam o máximo que o console poderia oferecer (o que é ridículo, pois se o fizessem essas conversões seriam muito mais aceitáveis). Em outros casos, onde a própria empresa originária do jogo se encarregava da conversão, conseguiam-se resultados muito melhores e satisfatórios.

Bom, explicado esse contexto, é fácil entender por que os proprietários de SNES e MEGA DRIVE ejacularam de felicidade quando a imprensa especializada noticiou o lançamento de UMK3 para essas plataformas.
UMK3 trazia novos cenários, personagens clássicos de volta (como Sub Zero mascarado e Scorpion) e mais personagens jogáveis em relação à versão anterior. Tanto upgrade era capaz de explodir os videogames de 16 bits, mas, felizmente não foi isso que aconteceu.

Vamos falar das coisas ruins antes das boas. Afinal, não faz sentido falar da TEKPIX agora.

Os Animalities do MK3 foram pro saco.Limaram tudo aquilo que julgaram não ser tão relevante.
E nesse corte a Sheeva foi junto. E ninguém lamentou porque provavelmente não era um personagem da preferência da maioria.

Um monte de cenário foi pro espaço. No Arcade são 18 cenários - e isso porque excluíram o "The Bank" do MK3 pro UMK3 de Arcade.
Um monte de detalhe foi retirado desses cenários. Entre eles, o mais notável é uma duna de areia que fica próxima de onde os jogadores estão lutando, na fase do deserto. O cenário do cemitério já havia sido podado desde a conversão de MK3, sua ausência não foi novidade.

Enfim, o cenário que mais faz falta dentre todos é o "The Balcony", pois era o cenário específico onde enfrentávamos o Motaro. Com isso, o enfrentamos em qualquer lugar aleatório e a meu ver isso tira aquela característica de "estou enfrentando um boss" e passa a ser algo como "Estou enfrentando um personagem qualquer, porém tira mais energia que os outros adversários". Pra mim é a única pisada de bola da conversão. Não foram felizes. Podiam tirar algum menos relevante.

Cortaram um monte de vozes. Não há anunciador dos personagens, babalities e friendships. Além de outras diversas vozes ausentes. Não lembro de todas porque tiveram de fazer esse esforço pra espremer mais de 20 e poucos personagens num jogo. Fora que o próprio MK3 (de Mega) já não tinha uma porrada de vozes.

Os personagens são bem menores embora tenham um bom grau de definição quando se pensa no downgrade que sofreram (em parte por causa da paleta de cores do MD, incapaz de detalhar certas sutilezas com maior clareza), pedaços de alguns cenários estão granulados e detalhes do background são pouco detalhados, outra parte não passa de um amontoado de pixels sem definição nenhuma, alguns trechos ficaram borrados, mas não interferem muito no jogo justamente por estarem no background. Por outro lado , quando se compara com o original, percebe-se que a incapacidade desses consoles em "chegar lá" afetou sim o produto final. É a vida.

Essa questão da paleta de cores é realmente triste: na tela de seleção Cyrax e Scorpion estão praticamente alaranjados. E isso se vê a olho nu. Não precisava nem eu falar aqui.Sim, veja o nível da coisa.

A versão de Mega Drive apresenta onze cenários no total. Foram cortado sete em relação ao original. Como falei, só fez falta o cenário do Motaro. Os outros não influem tanto. Além do mais, já era de se esperar que o cartucho não tivesse memória suficiente pra reproduzir os gráficos fielmente e tampouco tivesse espaço para os samples de voz e cenários que faltaram.

E o som? Olha, o som não está ruim não. Tanto o SFX de uma forma geral, barulho das pancadas e vozes estão aceitáveis e próximos ao original. É CLARO que "daquele jeito", pois sabemos que os chips sonoros do Mega Drive não eram os melhores para reproduzir samples de voz. No entanto, quando se compara com as conversões de SFII e SSFII, fica claro que esses samples são superiores.

Agora o que o jogo tem de bom:

Não precisa mais habilitar os personagens secretos (com exceção de Human Smoke) através de código. Rain, que é mencionado no Arcade mas sequer aparece, aqui é um personagem jogável (o ninja roxo).Noob Saibot e Kitana também estão disponíveis desde o começo.

A jogabilidade é fluída e bem próxima ao original.

Os personagens têm a maioria dos golpes do Arcade (e idem para os Fatalities)
Trouxeram do Arcade o modo torneio (aquele dos 8 lutadores).
E o mais importante, você tem a sensação - mesmo com todos os cortes já mencionados - que está jogando um legítimo Mortal Kombat. O sangue está lá e toda violência contida nele também.

Os Brutalities: Brutalities são Fatalities exclusivos da versão Mega e SNES nos quais o personagem executa um combo em cima do adversário até explodi-lo. Ideia muito interessante e muito bem vinda, tem tudo a ver com o jogo.

Faltou falar do final do game. O final do game consiste em 2 partes: numa primeira Shao Khan explode e pouco antes disso ocorrer alterna-se a visão de onde ele está com alguns cenários do jogo. No UMK3 de Arcade essa parte foi levemente modificada, aparecendo outros cenários em revezamento à cena da explosão. Parece que houve uma certa preguiça por parte da produtora em atualizar o final e deixa-lo mais semelhante à sua contraparte original. Chuparam quase o mesmo final do MK3 mudando apenas os textos dos finais específicos de cada personagem.

Meu veredito: Essa é uma excelente conversão, que além de tudo traz coisas novas, como personagens que não estavam no original e uma nova modalidade de fatalities. Fica claro que a produtora fez o seu melhor pra extrair o máximo do Mega Drive nessa conversão. Só não dei a nota máxima para o jogo porque ocorre aquela quebra de clímax ao enfrentar o subchefe em qualquer cenário. Realmente isso afetou o FUN FACTOR final. Mas vale a pena.Recomendo.



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