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ANÁLISE DE THE FLINTSTONES

THE FLINTSTONES
0,0
Tipo:Jogo
Ano:1991
Gênero:Ação
Produtora:Tiertex
Formato:Cartucho
Observações:--

Análise de: Paco-loco
Enviada em:07/04/2016
Publicada em:07/04/2016

Que jogo horrível, meu Deus! Que desilusão. Fazer uma criança ganhar isso na época do lançamento era pra margar o dia de qualquer um. O pai que visse isso aqui e entendesse um pouco de video game ia até ser conivente com a pirraça da criança. CREMDEUSPAI nesse trem ai. O Master System merecia uma versão melhor dos Flintstones. Essa aqui é lixo puro, lixo puro. Imagina a criança que tinha um Master System e, vendo o jogo dos Flintstones para Nintendinho, pede esse Flintstones bagaceira para o pai. Isso aqui é escola de frustração na vida, amigos. Ensinava a verdade da vida. Eu sei como é isso, eu sou essa criança!

Sei que não estamos falando aqui da versão de NES, mas ela era um plataforma legalzinho. O Fred Flintstones corria pra lá e pra cá com um tacape, se dependurando nos telhados das casas. A musiquinha era legalzinha... Mas o que mais me marcou era o Fred ficar dependurado na beirada dos telhados, sei lá o motivo. Seja como for, quando fiquei sabendo que existia "esse jogo" para o Master System, fiquei louco! E num natal já perdido no tempo, ganhei o dito cujo. Ah se arrependimento matasse! Não era igual ao do NES, o jogo era outro! E pior. Muito, mas muito pior. Malditos!

Ao ligar o jogo a primeira coisa que você escuta é uma versão lentíssima da música tema do desenho. Depois uma animação tosquíssima do Fred descendo no rabo de um dinossauro e gritando um "yaba daba du" dos mais desanimados. AI AI AI! Vamos apertar o botão do controle do Master pra começar "a aventura".

Começa o jogo. O Fred está parado na frente de uma parede. Qual botão pula? Sei lá. Nenhum. Ao apertar um dos botões ele fica mexendo um treco que segura nas mãos. Que é que isso?

Andando pra lá e pra cá a tela não muda. O boneco não pula, não aparece inimigos. Passado um tempo a Pedrita (aquele projeto de piranha da filha do Fred), que estava num berço na parte de baixo da tela, começa a perambular a esmo. De repente o treco que estava na mão do Fred escapole, fica pulando, pulando.

Jesus, o que está acontecendo?

A pobre criança, jogador mirim, recorre ao manual para descobrir aquilo que já desconfiava. Lê o manual, deslê o manual. Não é possível:

Aquilo que estava na mão do Fred Flintstones é um pincel. Sim, um pincel. Ao invés do tacape, temos um instrumento usado para pintar. Aquele balde no meio da tela é um balde de tinta. É preciso ir com o Fred até lá, no balde, para molhar o pincel e... e... pintar, sim, pintar a parede.

Essa é a primeira fase. Pintar uma parede. Malditos. O jogo é de pintar parede. Vamos pintar a parede então.

Vamos até o balde, molhamos o pincel. Existe uma barra de "pincel molhado" no centro da tela. A medida que pintamos, a barra desce e a parede fica mais cinza. Acabou a barra? É descer e molhar o pincel de novo. E de novo. E de novo.

Mas espera ai! A Pedrida foge do berço e fica fazendo pichações nas paredes, forçando que o Fred, que controlamos, pinte de novo aquele pedaço. Enquanto isso o pincel pula da nossa mão e é preciso correr atrás dele. E a maldita música não pára de tocar, repetindo e repetindo e repetindo.

Esqueci de dizer que a parede possui dois andares, então existe uma escada na tela para que seja possível pintar o segundo andar. É uma escada de pedreiro, bem estilo pintor-peão-de-obra mesmo. É preciso arrastar essa merda de escada pra lá e pra cá, mas a Pedrida vai lá e foge do berço, pinta a parede. Você está pintando o segundo andar da parede e tem que descer correndo. É preciso pegar ela no colo, voltar ela pro berço e ir pintar o que ela estragou. E depois bora subir a escada! Nesse meio tempo o pincel pulou de novo. E nessa de ficar indo e vindo não dá pra pintar a parede. O tempo acabou.

Sim, temos tempo para pintar esse diabo de parede.

Isso não é jogo dos Flintstones, é jogo de peão de obra. Nada contra os peões, mas no trabalho deles o pincel não foge e nem tem uma pirralha maldita pra pichar tudo.

Me enganaram. Não quero esse jogo dos infernos!!!! Se fuder com esse jogo!!! E a música infernal que não pára um segundo? Desliga essa merda e vamos jogar Alex Kidd, pelo menos ali a gente passa de fase!

Que decepção! Joguinho de pintar parede??? Ahhhh.... Vão se foder com essa merda!

Nem preciso dizer que nunca, jamais, consegui passar da primeira fase. Para mim esse jogo ficou eternamente como o jogo de pintar parede. Só muitos anos depois, já com o advento do youtube, é que fui descobrir que o jogo possui outras fases onde o objetivo é diferente. Além de pintar paredes, você tem que "dirigir" aquele carrinho tosco do Fred Flintstones (dirigir significa pular umas pedras), tem que jogar um boliche safado mais chato do que teclar com a sogra e depois vencer um plataforma de três telas para salvar a Pedrida. Ela de novo! Haja criatividade! Se foder com essa Pedrida e esse jogo! A Pedrida que se lasque!

Jogo ruim de com força! Nem sei que fim levou o cartucho que eu tinha, a caixa e o manual. O capeta deve ter levado. Ficou com dó de mim!

Conselho de um traumatizado: não joga isso não. Esse jogo é nota 0 de 5. Um desperdício. Não vale nem como piada para zuar os amigos bêbados que vem te encher o saco na sua casa. Panhei nojo desse trem ai. Vade retro!



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