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ANÁLISE DE SUPER MARIO WORLD

Super Mario World

★★★
Sistema:Super Nintendo
Ano:1990 (JP)
Gênero:Platafoma
Produtora:Nintendo
Formato:Rom
A.K.A:Super Mario Bros 4
Observações:--
Super Mario World é um jogo de plataformas com scroll horizontal lançado para o Super Nintendo em 1990 pela Nintendo.

No Japão o jogo é conhecido como Super Mario Bros 4.

A primeira vez que tornei público um review sobre o SMW em 2007, fui massacrado por nintendistas num fórum do NES ARCHIVE e numa comunidade do Orkut, a famosa "Rumores e Mistérios dos Videogames". Os comentários no site eu nunca mais encontrei, porém, a flame-war gerada por causa do review ainda se encontra disponível pra consulta na comunidade do orkut.

Pois bem, ao mesmo tempo que eu recebia comentários caluniosos no blog "GAME WORLD" - isso lá por idos de 2007 - as visitas ao blog cresciam mais e mais a cada dia. Provavelmente, incitados pela comunidade e pelo fórum, nintendistas curiosos iam lá passar raiva ao ler o meu review.

Alguns podem pensar que esse episódio só rendeu dores de cabeça, mas , é curioso lembrar que graças à polêmica gerada por aquela postagem eu recebia cerca de 100 ou mais visualizações de páginas por dia. Pra terem uma ideia do quanto isso foi impactante, a média de visitas do MSX GOLD é de 7~10 visitas por dia, com picos de 15~20 visitas em dias que há "muita gente" acessando.

O mais curioso é que eu não tinha escrito aquele review para o meu blog de games da época (O GAME WORLD) , eu o tinha escrito dois anos antes em 2005, para o blog que o antecedeu (Resenha Gamers). E por pelo menos 2 anos até sua descoberta pelos nintenistas, o review permaneceu no completo anonimato. No fundo, toda a reação exacerbada causada por uma simples análise de Super Mario acabou se tornando um marco na minha carreira de analista de jogos, por isso essa longa citação antes de falar do jogo em si.

Naquela época eu escrevia reviews com uma pequena equipe de colaboradores que me mandavam suas análises por e-mail e acabei largando o blog no auge porque percebi que eram muitos sistemas e jogos aos quais dedicar minha atenção , fora outras coisas que me incomodaram na época e agora eu não lembro mais.

A polêmica toda se deu porque eu falei mal do jogo. Mas pelo menos , apesar de tudo, eu tinha sido sincero. No entanto eu não tinha o conhecimento que tenho hoje pra falar do jogo. Devia ter jogado mais, ou , esperado passar mais o tempo antes de escrever um review sobre o mesmo. Fora que aquela época eu escrevia pior do que hoje. Hoje em dia eu continuo postando minhas análises sem fazer uma revisão antes de publica-las, mas, mesmo assim, escrevo melhor hoje e consigo expressar melhor as minhas ideias do que naquela época (2005).

O review antigo continua no ar, num blog que infelizmente eu não consegui tirar do ar: o famigerado RESENHA GAMERS. Enfim, foda-se isso, era apenas um histórico, vamos à análise.

A história do jogo é mais ou menos essa: Mario e seus amigos foram viajar para a ilha dos dinossauros , mas Bowser sequestrou a Princesa e "deu um golpe de Estado" digamos assim, na ilha , se apoderando dela e aprisionando os dinossauros em ovos e cabe ao Mario resgatar a princesa e derrotar o Bowser atravessando 7 "mundos" diferentes.

Reza a lenda que são ao todo 96 caminhos para percorrer para completar 100% do jogo. Muitas chaves estão escondidas pelo cenário e te levam para outras áreas (ou saídas), Mario também tem de completar alguns puzzles para encontrar a solução de alguns estágios.

Os gráficos são bons , embora sejam inferiores aos do Sonic The Hedgehog 1 (do Mega Drive). Por outro lado as animações dos personagens, incluindo aí a movimentação dos inimigos é muito boa. Os cenários de fundo são simples mas combinam com o level design das fases. Os inimigos são muitos, (mas muitos mesmo) e variados e cada um te ataca de um jeito diferente.

Por outro lado, algumas fases são cansativas e enjoadas por repetirem os mesmos expedientes - que acabam se tornando clichês - variando um pouco o nível de dificuldade aqui e ali. Aliás, uma coisa que enche um pouco o saco é o fato de que, em algumas fases, a intensidade da dificuldade se mede pela decoreba: Decore onde o inimigo vai te atacar ou em que momento determinada plataforma vai afundar.

Os chefes , com exceção do último, são fáceis de vencer. E não estou falando isso de um modo pejorativo porque não acho isso uma falha. Acho que, justamente, é nesse momento que o jogo fica mais balanceado, com algumas fases com nível mais elevado e alguns chefes menos difíceis .

Ah, ia quase esquecendo: A jogabilidade é muito boa e os criadores do jogo deixaram o Mario com um bom leque de ações: Ele pode pular na cabeça dos inimigos, atirar bolinhas, girar no própio eixo pra destruir alguns blocos do cenário ou pra se defender de ataques, pode arremessar cascos e outros objetos em diversos inimigos, "cavalgar" no Yoshi, correr para ganhar impulso e saltar para alcançar plataformas mais distantes.

Yoshi por outro lado é o personagem que muitas vezes rouba a cena do jogo por ter muita personalidade e carisma. Provavelmente por isso , a sequência Yoshi's Island, tenha sido dedicada ao simpático dinossauro. Durante todo o jogo você se depara com os mais diferentes 'Yoshis' cada um com uma cor diferente e com um 'poder' diferente.

Não podia esquecer também de falar das músicas que se tornaram clássicas. Principalmente o tema principal, sendo executado mais tarde por vários instrumentistas em diversas partes do mundo, por músicos profissionais e amadores e até por orquestras. Os efeitos sonoros também são bons e combinam com o contexto do jogo.

Super Mario World é a continuação de Super Mario Bros 3 do NES, e sendo assim herdou muitas características do jogo predecessor. Por exemplo, ao pegar um cogumelo Mario cresce (no bom sentido) e ao colher a flor (huuumm...) o personagem muda de cor e atira bolinhas de fogo - talvez por essas características o jogo tenha sido criticado por alguns por fazer "apologia às drogas" , por outro lado isso é uma bobagem uma vez que o público alvo desse jogo são as crianças e dá pra perceber bem isso pelas animações dos inimigos e algumas reações engraçadas dos mesmos. Aliás alguns são até carismáticos.
Como nos jogos anteriores , Mario entra em alguns canos espalhados pelas fases. Esses canos o levam à outras partes secretas onde geralmente pega algum bônus ou passa por um desafio extra.

Como o jogo é muito grande, conforme avanças pode salvar o seu progresso numa bateria e continuar de onde parou mais tarde. Óbvio que não dá pra ficar salvando a toda hora , porém, essa ferramenta é muito útil pra continuar o jogo sem ter que recomeçar do zero. Por mais que agora ninguém ligue pra isso por conta dos "save states" presentes em emuladores , ou por poderem continuar o progresso de onde pararam na atual geração de consoles,isso não era comum em jogos dos anos 90 (e nem era comum na geração do Mega Drive e Super Nes) , com exceção de jogos exclusivos para os computadores caseiros da época.

Por outro lado, apesar dessa inovação, ao completar o jogo o jogador é brindado com um congelamento de tela. Sim. Provavelmente tinham que desligar o videogame pra jogar de novo.

Veredito final: Um jogo que marcou época, envelheceu bem, continua jogável, no entanto, mesmo assim, continuo achando - assim como acontece com o 'The Castle' do MSX - que o jogo é superestimado. Mesmo sendo superestimado, merece ser jogado. E fico por aqui antes que Nintendistas venham me xingar por "não reconhecer" que Super Mario World é o melhor jogo do mundo.

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