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ANÁLISE DE DRIVER

Driver: You are the wheelman
★★★★
Tipo:Jogo
Ano:1999
Gênero:Ação/Perseguição/Condução
Produtora:Reflections Interactive
Formato:CD-ROM
Observações:--
Eis aí o jogo que revolucionou o conceito de jogos envolvendo carros.

Muito do que esse jogo apresentou na época foi reaproveitado depois pelo GTA 3, antes que essa geração de merda (que nasceu outro dia) venha a dizer o contrário.

E não adianta dizer que GTA veio antes, qualquer um sabe disso, filhão. A questão é que Driver foi o pioneiro no gênero em apresentar perseguições policiais e missões relacionadas numa perspectiva 3D, com mapa no canto inferior da tela indicando o caminho para chegar no ponto chave da missão. Então, seu vlogger de merda, que não sabe de porra nenhuma e não pesquisa, pense bem antes de defecar pela boca.

GTA foi pioneiro em outro aspecto: jogo sandbox onde o personagem é livre para fazer o que der na telha e completar as missões do jogo quando quiser. Veja, são coisas diferentes: Driver apresentava cidades tridimensionais e o carro passava por tráfego , polícia, pedestres, elementos em um cenário 3D, trazendo gráficos mais realistas. GTA, nas primeiras versões, era visto de cima. Então, NÃO HÁ essa relação de Driver com GTA. Já o contrário é perfeitamente plausível, como demonstrarei adiante:

Quando lançaram Driver 2 em 2000 a série consolidou o seu sucesso. Percebendo isso, a ROCKSTAR viu nitidamente a chance de ganhar rios de dinheiro misturando duas fórmulas de sucesso: o sandbox de seus jogos anteriores (que angariou milhões de fãs para a franquia GTA) e a mudança radical na visualização do jogo, em 3d, alcançando aí a segunda fórmula de sucesso ao se apropriar de alguns elementos de Driver, como o mapa com radar no canto interior da tela e os mesmos botões usados para sair e entrar no carro, dar ré e a coisa toda. Outro elemento que a série GTA introduziu nos primórdios foi o acesso às missões através do telefone público. Isso sim é algo original da franquia, além do comportamento errático dos personagens , da polêmica e dos temas politicamente incorretos. Nisso foram 'desbravadores'.

Em Driver controlamos Tanner, um policial disfarçado que se infiltra nas gangues para acabar com elas. E para atingir essa finalidade coopera com bandidos, atuando como piloto de fuga em assaltos, levando-os para lugares específicos para matarem alguém e demais ações relacionadas.

Pra época os gráficos eram sensacionais e realistas. Hoje em dia estão ultrapassados e como o gênero evoluiu MUITO³³³³ daquele tempo pra cá, o jogo acabou não envelhecendo tão bem assim (por isso a redução da nota).Seus controles eram precisos, embora , comparado com os jogos do gênero atualmente, os carros pareceram escorregadios demais em curvas e outras situações. Poderiam ser mais estáveis. Fora isso a jogabilidade é excelente e os comandos respondem bem.

Na tela, além do já citado mapa, vemos duas barras: uma representa o dano do veículo e ao encher por completo torna o carro inutilizável, e outra, de Infração (Felony). Conforme essa segunda barra enche, mais carros da polícia te perseguem. Nesse jogo quase tudo é motivo pra polícia te perseguir: furar sinal, andar depressa, bater no carro da polícia, bater em outro carro, etc.

A parte mais bizarra de tudo é que aqui o politicamente correto foi adotado, de forma que é IMPOSSÍVEL atropelar os pedestres. Era engraçado porque (na época) todo mundo sabia que não era possível e mesmo assim todos tentavam. Os pedestres atravessam carros e paredes para escapar do atropelamento, chega a ser cômico. Antes eu pensava que era um bug do jogo, mas hoje penso que foi feito de propósito para frustrar os jogadores que tentassem.

As CGs do jogo tinham uma qualidade excepcional e contavam boa parte da história do jogo.

A secretária eletrônica informa Tanner a respeito das missões. É possível escolher algumas missões e em outras só temos aquelas disponíveis e uma mensagem de voz descrevendo mais ou menos o nosso "objetivo" para aquela missão.
Por outro lado, algumas vezes, a única coisa que separa uma missão da outra é uma cena em CG.

O jogo é razoavelmente grande, se passa em 4 cidades norte-americanas, sendo elas: Miami, San Francisco, Los Angeles e Nova Iorque. Cada cidade apresenta um mapa diferente e em parte foram baseados nas suas contrapartes da vida real. Em Miami temos praias e monorails que caminham por plataformas suspensas. Em São Francisco temos os bondes e suas ladeiras características, além de toda uma representação de Chinatown. Em Los Angeles (sempre à noite) percebemos outras edificações, uma representação da Sunset Boulevard e outros detalhes como lojas iluminadas e etc. Em Nova Iorque passamos por suas famosas pontes e novamente , praças, edificações e até mesmo carros diferentes daqueles vistos nas cidades anteriores. Para aquela época e para as limitações do Playstation, foi um verdadeiro marco. Mandaram bem.

Claro que o jogo tem defeitos e Driver 2 é muito superior nesse sentido. O fato de não poder sair dos carros e pegar outro torna a jogatina limitada e algumas missões se tornam repetitivas, outras criativas, como aquela em que temos que assustar um cara, disfarçados de taxista, fazendo barbeiragens pela cidade. As construções aparecem bem na sua cara, de repente , do nada e não há realmente um background. Essa falha acaba evidenciando ainda mais elementos do cenário aparecendo do nada, na maior. No fundo, somente o céu. E agora, talvez por ter passado tanto tempo, percebo que esse fundo é como um papel cortado em quatro partes. Você até pode ver onde estão as divisões. Mas nada que comprometa a diversão.

Parte sonora: A parte sonora é excelente. Batidas diversas acompanham as missões, temas setentistas, até porque o jogo se passa nos anos 70 e uma das inspirações para o jogo foram os filmes de perseguição e séries dessa época - portanto geração l0ser acaba aqui a sua ilusão de que Driver foi inspirado em GTA - e combinam bem com o clima do jogo. Já os efeitos sonoros , principalmente do carro do protagonista, são irritantes, ruidosos , principalmente se jogados em volume alto. Felizmente ao pausar o jogo podemos regular e equilibrar a música com os ruídos (realistas, mas ainda ruidosos) do carro.

Meu veredito: Um jogo muito bom, vale a pena joga-lo hoje em dia e não fossem alguns defeitos somados ao fato dele não ter envelhecido tão bem assim (o que diminui o fator replay), com certeza ganharia a nota máxima, pois inovou bastante na época e incentivou a concorrência a mudar e se tornar o sucesso que é hoje.



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