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JURASSIC PARK

Jurassic Park

★★★
Sistema:Mega Drive
Ano:1993
Gênero:Ação/Arcade
Produtora:Blue Sky Software
Formato:ROM
Observações:--

PASSWORDS
Dr. Grant
OVVVVVTO Fase 1
2VVVVVTQ Fase 2
4VVVVVTQ Fase 3
6VVVVVTQ Fase 4
8VVVVVTU Fase 5
AVVVVVT2 Fase 6
CVVVVVT4 Fase 7

Raptor
G21G0014 Fase 1
I21G0016 Fase 2
K21GOO18 Fase 3
M21GOO1A Fase 4
O21G001C Fase 5

ARMAS E MUNIÇÕES
WAGNER93

TODAS AS ARMAS
4VTNVVIT

VER O FINAL DO JOGO
BLUESKY1

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NYUKNYUK

MODO DE TRAPAÇA

Com o Debug Mode acionado, entre na tela de opções e acesse a aba "Controls" e aperte start, você deve ir parar no menu principal, aperte start de novo, e você deve ir parar em um menu onde tem a opção de selecionar o estágio, efeitos sonoros e seleção de jogador





Jurassic Park é um jogo de ação distribuido pela Sega e produzido pela Blue Sky Software, em 1993, para Mega Drive.

O jogo permite escolher entre o paleontólogo Dr. Grant, um dos protagonistas do filme no qual o jogo se inspira, ou o Raptor, um dinossauro de 2 metros de altura por 3 metros de comprimento - isso é - segundo as especificações técnicas do filme - dados científicos levam a crer que os velociraptores do filme seriam na verdade, uma mistura entre os velociraptores, menores em altura e comprimento e os deinonicos, de maior estatura.

Enfim, o jogo possui algumas fases baseadas no livro de Michael Crichton, outras baseadas no filme de Spielberg e outras criadas pelos designers e programadores para o jogo não tendo nenhuma relação nem com o filme e nem com o livro.

Vou repetir aqui um velho clichê que é dito por todo mundo: raramente um jogo inspirado num filme é um jogo bom. É só pegar como exemplo os inúmeros jogos ruins que em nada tem a ver com os filmes e séries ou desenhos nos quais são inspirados, como por exemplo, a grande leva de jogos baseados no filme Back to the future. Meu Deus, milhões de jogos e nenhum presta. No caso da franquia Jurassic Park pode se dizer que a maioria dos jogos feitos, incluindo aí os jogos feitos para consoles da Sega, Sony, PC, portáteis e Nintendo, a minoria presta. Esse Jurassic Park de Mega Drive, até que se sai bem, quando comparado com os outros jogos da série lançados para o próprio Mega Drive e consoles rivais. Outros que prestam são: The Lost World: Jurassic Park Special Edition para PS1, Jurassic Park 2: The Caos Continues, para SNES e o Jurassic Park da Sega lançado somente para Arcades, que é um jogo de tiro em primeira pessoa com movimento automático da tela. Recomendo (y).

Esse jogo é bom porque apesar dos defeitos grosseiros que citarei a seguir e das fases que em nada tem a ver com o livro ou com o filme seguem uma storyline coerente com suas fontes, ou seja, as fases se passam todas na Ilha Nublar, a mesma dos acontecimentos do primeiro filme.

Os defeitos:
O primeiro é a jogabilidade. E é indesculpável que a jogabilidade seja tão ruim uma vez que a equipe ficou produzindo esse jogo por 15 meses. Inaceitável, mas a jogabilidade apresenta deslizes medonhos que prejudicam a performance do jogador a ponto do mesmo querer arremessar o videogame pela janela. Fora que muitas vezes prejudicados pela jogabilidade nojenta, o jogador perde a vida e todo seu progresso, tendo que regressar lá do começo da fase refazendo tudo de novo, mesmo que já tivesse próximo de cumprir a missão.Acontece muito: O personagem escorrega e se quebra todo pelo cenário - principalmente na primeira fase e na fase do vulcão.Creio que por causa dessa falha eles tenham decidido colocar os passwords entre as fases.

Segundo defeito: Esse é de uma escrotidão sem fim: suas armas por mais poderosas que sejam não matam ninguém quando você está jogando com o Dr. Grant. Você pode jogar uma granada na porra do dinossauro e mesmo assim dali a pouco ele se levanta e vai atrás do jogador. Esse expediente se repete com todos os dinossauros, até com aqueles pequenos e verdes que enchem o saco pra caralho durante toda a fase.É como se todo o seu arsenal não passasse de tranquilizantes. Em alguns jogos ao invés disso geralmente os programadores optam por fazer o inimigo voltar caso o jogador precise voltar à tela anterior e dessa forma por mais que você mate o inimigo ele sempre ressuscita. De certo pensaram nesse 'recurso imortal' para os dinossauros para poderem ter essa desculpa: "mas olha, ele não está morto".

Terceiro defeito: Inteligência Artificial dos inimigos:
Quando esse jogo foi lançado a revista Supergame alardeava que um dos trunfos do jogo era a inteligência artificial dos inimigos.Se você estiver jogando com o Dr. Grant está aí então, a Inteligência Artificial dos dinossauros, mas a verdade é que essa I.A é uma bosta. Os dinossauros não são inteligentes e nem reagem de forma mais inteligente conforme a estratégia do jogador. Eles não analisam nada, simplesmente te atacam e se defendem de uma forma muito mecânica.Qualquer retardado com um mínimo de conhecimento em programação seria capaz de fazer a máquina reagir dessa forma. Por exemplo: o ponto mais alto dessa I.A escrota torna-se mais perceptível quando você - controlando o Dr. Grant - lança dardos contra os dinossauros e eles saem pulando pela tela para desviar.E isso ocorre até mesmo os compsognatos (os verdes pequenos),que, apresentam a mesma estratégia de defesa e sinceramente, não tem porra nenhuma a ver com a realidade. O triceratops lhe mete o chifre no rabo quando acertado por um dardo mais fraco e é só. Se ele estiver de costas você o pega de surpresa sem nenhum problema. Aliás se quiser, o jogador pode dançar sapateado nas costas do triceratops que o dinossauro nem se dá conta da presença do jogador. Enfim, I.A inexistente, marketing pro jogo vender mais. Só isso.

Quarto defeito: Expedientes que se repetem à exaustão:
Provavelmente o defeito que mais deve irritar o jogador.A partir da segunda fase ao alcançar uma plataforma, o jogador tem que desviar da cabeça do T-Rex que aparece por uma ruptura na parede do cenário, e, para não ser devorado, o jogador deve atirar granadas na cabeça do T-Rex, aproveitando esse momento de distração do dinossauro para alcançar outra parte do cenário. Pronto, era o que precisava para repetir o mesmo esquema nas outras fases em situações semelhantes e com graus diferentes de dificuldade, mas sempre a mesma situação. Essa situação deve aparecer no jogo no mínimo umas quinze vezes, sem brincadeira.
Outro expediente babaca que se repete à exaustão é o do 'pulo certeiro' em determinadas plataformas e na cabeça do brontossauro. E às vezes por uma mínima diferença entre um salto e outro o jogador perde uma vida e tem de refazer toda a jornada.

Jogando com o Raptor a jogabilidade é mais dinâmica e focada mais na sobrevivência do dinossauro do que nas estratégias específicas ou puzzles básicos que incluem o pressionamento de switches para abrir compartimentos que dão acesso à outras partes do cenário. O Raptor ataca de várias formas, inclusive com pulos e mordidas, enfrenta outros dinossauros e também humanos loucos para extingui-lo. As fases são mais rápidas e curtas e há dois níveis a menos jogando com o Raptor (5) do que com o Dr. Grant (7)

Novamente, mesmo com o Raptor a jogabilidade não é das melhores sendo muito fácil errar algum ataque, ser atingido várias vezes e acabar matando um inimigo mais por sorte do que por habilidade.

As qualidades e pontos fortes:
Possibilidade de escolha do personagem aumenta o fator replay do jogo apresentando ao mesmo uma "nova experiência".
Os gráficos são muito bons e remetem ao filme. O jogador mesmo nas fases que não tem nada a ver com o filme e/ou com o livro, identifica-se com o comportamento dos dinossauros, como no caso do ataque dos raptores e dos dilofossauros - que seguem o mesmo padrão de ataque visto no filme- e até mesmo com os ataques dos compsognatos(apesar destes só terem aparecido nos livros e mais tarde na sequência cinematográfica The Lost World).

O jogo, no conjunto da obra, apesar da jogabilidade brochante e dos demais defeitos citados acima é bem feito e está bem acima da média dos jogos inspirados em filmes, tanto em relação à própria franquia como em relação a outros jogos inspirados em outras franquias e séries famosas.

A música e os efeitos sonoros também são excelentes.
As músicas sombrias dos estágios ajudam na construção do clima de suspense que remete ao mesmo suspense do filme.
Os sons dos dinossauros apesar de digitalizados e da fama do Mega Drive para reproduzir esse tipo de som, estão bem feitos também, trazendo uma maior sensação de realismo ao jogo.

Apesar de muitos defeitos no quesito jogabilidade, inteligência artificial dos inimigos e da falta de criatividade no uso e na criação de algumas armadilhas, a forma como as fases são apresentadas ao jogador também é bacana, dando uma idéia de continuidade e de interação do jogador com aquela 'realidade' proposta pelo jogo, sendo mais um visitante do parque, ou o herói perdido entre as criaturas jurássicas. Esses são os pontos positivos que consigo salientar dessa obra.

Enfim, vamos às fases (comentarei aqui em relação ao Dr. Grant):
1.JUNGLE
A primeira fase é inspirada no filme.Remete à cena em que o tiranossauro destrói o carro onde estão os netos do Hammond, idealizador do parque, logo após o carro cair da árvore. Graças a Deus, pelo menos aqui você está livre dos netos pentelhos do velho, então seu maior inimigo nessa fase é mesmo a jogabilidade e os "passos em falso" que podem levar o jogador à morte.A fase está infestada por dilofossauros e pteranodontes (e não pterodáctilos) em plataformas e galhos onde é mais fácil de cair e se esborrachar pelo cenário.Compsognatos também aparecem para atrapalhar nos lugares mais impróprios e muitas vezes simplesmente "brotam" do nada.Na queda das árvores, apesar da jogabilidade escrota e dos dinossauros que aparecem a todo instante, o jogador consegue sobreviver numa boa.Já a segunda parte da fase dentro de uma gruta, cheia de rochas escorregadias, é a mais desafiante.É onde surge pela primeira vez o expediente do 'salto perfeito'.O jogador tem que pular na cabeça de um brontossauro e só alcança a fase seguinte. Essa segunda parte pode levar o jogador a morrer várias vezes, e, perdendo essa vida, volta lá pro começo e vai se fodendo até o fim.

2.POWER STATION
Fase inspirada no livro e na cena do filme na qual os raptores invadem a Estação de Energia Elétrica do parque e devoram o cientista (Samuel L.Jackson).Nessa fase os raptores fazem sua primeira aparição durante todo o jogo.A Ilha está sem energia e a estação infestada de raptores. Há trechos de tensão elétrica no caminho onde o jogador pode levar choques. A parte mais podre dessa fase é ter de subir sobre os circuitos que estão em choque, o que leva o jogador a subir nos circuitos aleatoriamente tendo que adivinhar onde a corrente vai passar perdendo diversas vezes energia e morrendo e tendo que recomeçar novamente. Fora isso, com uma boa estratégia você elimina os dinossauros que surgem pelo caminho. Quando encontrar a cabeça do T-Rex não há muito segredo: granadas nele e no momento que ele rugir com a cabeça inclinada para cima ative o switch da saída da fase.

3.THE RIVER
Uma das fases mais chatas do jogo onde repetem o clichê com a cabeça do T-Rex à exaustão e também repetem o expediente das pedras escorregadias aliadas à uma jogabilidade de merda. Dessa forma, se ao escorregar e cair da plataforma o jogador termina na água e é morte certa, voltando ao início, como sempre.Essa fase é inspirada no livro e não no filme. No livro há uma cena onde os visitantes do parque são perseguidos pelo Tiranossauro num rio. Pois bem, pegaram a inspiração que tiveram e fizeram uma fase bem 'pedreira',embora, parte desse desafio se torne maior graças à jogabilidade péssima. Você controla o paleontólogo e tem de coletar galões de gasolina para prosseguir nas quedas d'água no seu bote motorizado.Cada nível que você desce pelas cascatas tem um novos galões, e o jogador deve coletar todos pela fase para não ficar sem combustível. Nas plataformas de rocha e musgo encontra sempre com dilofossauros e raptores tentando lhe derrubar n'água ou te atacando, fora as trocentas cabeças de Tiranossauro entre as quedas d'água. Você pensa que essa é a pior fase do jogo até chegar na quarta e aí sim, vê o que é bom pra tosse. Enfim, o que fode legal com o jogador é ter que adivinhar qual a queda d'água correta para seguir descendo até o rio uma vez que indo pela queda errada o jogador é arremessado pra fora do bote, perde uma vida, e é isso mesmo... enfim, quando finalmente alcança o rio, ainda tem que se livrar dos pteranodontes e esperar surgirem as cabeças de brontossauro e somente quando elas baixarem novamente o bote pode prosseguir, até que enfim, o jogador alcance a plataforma final de saída da fase, não sem antes, óbvio, ter de enfrentar um triceratops com habilidade suficiente para não ser jogado no rio e ter de recomeçar a fase.Uma obra de arte pra quem gosta de repetir a mesma fase oitocentas vezes.

4.THE PUMP STATION
Definitivamente a pior fase do jogo. Mais difícil, cheia de armadilhas e pegadinhas escrotas que, novamente, fazem o jogador repetir o estágio à exaustão e repete alguns clichês das fases anteriores, assim como apresenta algumas armadilhas novas. O personagem agora está na casa de bombas d'água da ilha. Essa fase é baseada numa cena do livro e não aparece no filme. A princípio a impressão que se tem é de que o Dr. Grant caminha pelo esgoto, pois parece caminhar dentro de algumas tubulações com toxinas, porém, a presença do brontossauro no local situa o jogador no contexto, o fazendo entender melhor o que se passa.O primeiro desafio do jogador é pular corretamente na cabeça do brontossauro afim de que o personagem se agarre numa plataforma e siga em frente pendurado por ela até alcançar a escada que leva para parte superior direita do cenário, onde o jogador se depara com uma roda de metal gigante que vai rodando no próprio eixo sem parar esmagando o jogador.Então, tens que adotar a estratégia de se esconder no cenário até que a mesma pare e possas seguir em frente. A partir daí compsognatos tentam atacar o personagem e reagem pulando aos seus tiros, há um mini-puzzle com switch para que o jogador não fique trancado na parte inferior do cenário, uma variação contendo o desafio da cabeça do tiranossauro entre plataformas, confrontos diversos com os raptores nas tubulações da estação apresentando sempre a possibilidade maravilhosa do jogador se espatifar pelo cenário e ter de recomeçar tudo de novo.Sem contar as válvulas abertas que jorram vapor d'água quente que, se deixadas abertas, consomem a energia do jogador, chegando ao ápice de ativar um switch para movimentar correntes,as quais, o jogador deve escalar para alcançar o topo do cenário para um confronto final com dois raptores até o encontro com a saída da fase.

5.THE CANYON
Essa fase é exclusiva do jogo e não está presente no filme e nem no livro.
Porém dá uma idéia interessante de continuidade ao jogo. A extensão dessa fase é uma outra fase subterrânea que se passa no interior de um vulcão. Enfim, nessa fase o jogador vai 'descendo' pelo Canyon alcançando as plataformas inferiores sempre infestadas de raptores e compsognatos além dos habituais pteranodontes que devem ser abatidos com dardos a cada rasante na cabeça do personagem. Não é uma fase muito longa e nem muito chata, porém o maior obstáculo é sobreviver aos abismos constantes entre as plataformas e aos dinossauros que tentam lhe arremessar para lá.

6.THE VOLCANO.
Como dito antes, não aparece no filme e nem no livro, sendo uma extensão subterrânea do Canyon,o interior do vulcão. É uma fase não muito longa mas que exige uma dose de paciência do jogador porque apresenta diversas armadilhas do tipo "pisou em falso já era" fazendo com que o jogador faça aquilo que eu já repeti milhões de vezes nesse review. Muitas plataformas aéreas nessa fase e o jogador tem que dar uma volta por todo o cenário para alcançar o fim onde ele é cercado por dilofossauros e raptores que aparecem a quase todo instante.Mais próximos do final, os raptores surgem pulando entre as plataformas para aquela finalidade sensacional que você já sabe bem qual é. É uma fase mais complicada que a do
Canyon mas é muito mais fácil que a das quedas d'água e que a das bombas d'água.

7.THE VISITORS CENTER
É o centro de visitantes que aparece no filme. Na batalha final, tanto jogando com o paleontólogo quanto com o Raptor, temos um confrontamento que remete ao final do filme com os - spoiler - esqueletos desabando no chão. Essa fase não é muito difícil apesar de não ser das mais curtas. Dr. Grant atravessa todo o centro de visitantes enfrentando milhares de raptores e alguns dilofossauros pelo caminho. É importante ter bastante munição entre elas granadas, principalmente aquelas que aparecem no inventário dentro de um pote vermelho. Elas são necessárias para derrubar os esqueletos.

Conclusão:
Um bom jogo mas que passa despercebido no meio de tantos títulos melhores que o Mega Drive tem. Apesar de terem feito uma boa pesquisa alguns defeitos interferem demais no fun factor do jogo diminuindo assim a sua nota. No entanto, quando se pesa a questão de jogos baseados em filmes essa é uma obra bem sucedida, sem no entanto, se tornar inesquecível. É bom e melhor que isso não fica.

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