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ANÁLISE DE STREET FIGHTER II: THE WORLD WARRIOR

Street Fighter II: The World Warrior
★★★★★
Tipo:Jogo
Ano:1991
Gênero:Luta
Produtora:Capcom
Formato:Arcade Board
Observações:--

CLÁSSICO TOTAL, POOOORRRAAAAAAAAAAAA !!!

Nem preciso dizer que pra cultura em geral 1991 foi um ano soberbo. Foi o ano das espetaculares apresentações do Guns N' Roses no Rock in Rio do sr. Roberto Merdina, surgimento do maior mascote das séries de videogame, Sonic The Hedgehog e lançamento do Street Fighter II, consolidando a Capcom como a maior produtora de jogos de luta do Planeta.

4 anos antes, em 1987 , a Capcom havia lançado o jogo que gerou a série, Street Fighter. O mesmo possuía gráficos bélissimos, locações baseadas em lugares existentes no planeta, como o Monte Rushmore (EUA) e o jogador controlava Ryu ou Ken , viajando por 4 países diferentes do mundo, Inglaterra, Estados Unidos, Japão e China - a exceção é o chefão, Sagat, que enfrentamos em frente a um templo Tailandês.

O primeiro Street Fighter possuía outras qualidades, apesar de não ser o originário no estilo "Briga de Rua". Entre as qualidades podemos citar os gráficos bonitos, a escolha dos cenários e os sprites grandes dos personagens. Porém um grande defeito , que impediu esse jogo de prosperar no mundo e se tornar um clássico de fato, era sua jogabilidade muito truncada e a dificuldade acima do aceitável para soltar magias e golpes especiais. Isso praticamente fez o jogo ser esquecido pela rapaziada, porque nem gráficos bons e outras boas ideias conseguem salvar um jogo com uma jogabilidade hedionda.

Em 1989 a Capcom lança Final Fight, um beat-'em-up, onde o jogador enfrentava meliantes na rua e seguia de forma progressiva avançando pelas fases. Em determinado momento a Capcom pensou em nomear o jogo como Street Fighter'89, apesar de o jogo não trazer nenhum personagem de Street 1 para esse título, além do fato de Final Fight ser mais semelhante com jogos ao estilo Double Dragon do que à séries como Street Fighter e Fatal Fury.

Em 1991, com toda a experiência adquirida em seus jogos anteriores, surge a sequência do Street Fighter original: Street Fighter II: The World Warrior. O conceito gráfico do jogo lembra muito mais o conceito usado em Final Fight, principalmente nos personagens. Inclusive, exportaram o estágio bônus de arrebentar o LS400 do próprio Final Fight.

Os sprites dos personagens eram ainda maiores do que em Street Fighter 1 e o refinamento nas animações e arte gráfica em geral é bastante notável. Porém, o que revolucionou de vez a franquia foi a jogabilidade do jogo, praticamente perfeita, possibilitando combos involuntários - anos depois , programadores confessaram que apesar de terem testado o jogo nunca tinham percebido a possibilidade de desencadear combos básicos que tonteavam o adversário, como o clássico voadora e rasteira.

Os controles respondiam imediatamente às ações dos personagens e alguns movimentos especiais, apesar de serem mais complexos que o Hadouken em sua execução (como o Flash Kick do Guile) não eram tão difíceis de executar como os golpes especiais de Street Fighter 1. Além disso, agora o jogador estava livre para escolher entre oito diferentes personagens do mundo inteiro - ao invés de estar limitado apenas a 2 - e enfrenta 4 chefões não selecionáveis. Entre eles, novamente o Sagat.

Do primeiro jogo retornaram somente Ken , Ryu e Sagat. Todos os demais eram inéditos.

Agora , realmente o jogador viaja para vários cantos do planeta , ao invés de 4 regiões específicas como no primeiro jogo.

Cada estágio possui uma trilha sonora correspondente ao país representado pela locação onde os combatentes estão, tornando a música bem menos genérica do que no primeiro game e a tornando muito mais épica e memorável.

Já existiam vozes no primeiro Street de 1987, mas aqui há uma porrada delas, para todos os personagens, inclusive a Chun Li - personagem feminina. É certo que a maioria das vozes foi feita pelo mesmo dublador - no entanto o trabalho foi excelente, porque é rico em detalhes. E mesmo quando derrotados, os personagens emitem um urro de dor.

Sem falar nos detalhes dos cenários. No estágio do Dhalsim , elefantes se manifestam sonoramente durante a luta - a platéia vibra com as vitórias e derrotas no estágio do Zangief, gotas de vapor caem do teto no cenário do E.Honda. Assim como em Mortal Kombat (de 1992), em Street Fighter os detalhes fazem toda a diferença e ajudam a construir a "realidade" de cada cenário. Caixas e barris são destruídos nos estágios do Guile e Ken, respectivamente.

Cada personagem possui uma história própria e um final detalhado.

Cada chefão tem uma técnica de apelação diferente ao serem confrontados pelo jogador, sendo que o mais apelão obviamente é o M.Bison (Vega no Japão).

Retornaram do primeiro Street as fases bônus, que são três: a primeira, já citada da quebra da Mercedes, uma segunda onde se destroem barris de madeira que vão caindo pelo cenário e uma terceira de arrebentar barris em chamas.

Ken foi muito criticado por alguns por ser apenas um "clone" de Ryu , e de olho nessas reclamações dos fãs a Capcom mudaria no futuro algumas características dele e do Ryu para os diferenciarem e acabar o mimimi da rapaziada.

Ryu, o protagonista do primeiro e desse Street, é um lutador que apenas busca provar sua força e habilidades em desafios mundo afora.

Ken é o amigo que estudava shotokan junto de Ryu na juventude.

Chun-Li é a representante feminina do jogo - naquela época o feminazismo era mais moderado e as feminazis não ficavam enchendo o saco por causa da roupa de personagens fictícios (bons tempos!) - quer se vingar de Bison, que matou seu (dela) pai.

Blanka, é o brasileiro - e óbvio o mais zoado. Praticamente uma besta-fera que tem a capacidade de dar choques elétricos nos adversários.

Guile é o militar de penteado exuberante que quer vingar a morte de Charlie pelas mãos do Bison.

Zangief, o russo, é um lutador profissional , contratado para representar a Rússia no torneio.

Dhalsim, é um pacifista que tem habilidade de cuspir fogo, além de poder esticar os braços e pernas para atingir o adversário à longa distância. Se tivesse a mesma habilidade com o pênis , poderia aposentar o Viagra. Lento pra cacete, com certeza o pior entre os oito pra se escolher pra jogar contra a máquina.

E.Honda é um lutador de sumô que luta numa casa de banho japonesa. O local não é propriamente uma sauna, como parece, mas um tipo de casa de banho específica do Japão.

Balrog, um lutador de boxe profissional fracassado após ser expulso de todas as ligas profissionais de boxe após ter matado um oponente usando técnicas sujas em suas lutas.

Vega, lutador espanhol que mistura as técnicas das touradas e ninjtsu , criando assim um estilo próprio de luta. Vaidoso usa uma máscara para não ferir o seu rosto e perder sua "beleza".

Sagat, foi o campeão supremo do Street Fighter por vários anos consecutivos até Ryu rasgar o seu peito com um Shoryuken que deixou uma cicatriz enorme em seu peito.Lutador de Muay Thai.Detinha o título de Imperador do Muay Thai.

M.Bison - Além de ser o chefão e o mais apelão dentre todos os chefes do jogo, é o vilão que tem várias histórias que cruzam com as histórias de outros personagens (como Chun Li e Guile), planeja dominar o mundo através do Psycho Power.

O jogo se tornou um verdadeiro fenômeno no mundo todo e seu sucesso extrapolou a fronteira dos videogames, se tornando um ícone da cultura mundial, ao nível de Michael Jackson e as obras de Walt Disney , se tornando um dos jogos de luta mais conhecidos do mundo, senão o mais famoso dentre todos.

Foi convertido para zilhões de sistemas , e , como é de praxe nesse caso , um monte dessas conversões ficou uma grande bosta, salvando-se apenas aquela lançada para o console de 16 bits da Nintendo.O resto , joga na privada e dá descarga, porque empresas terceirizadas cagaram e sentaram em cima da merda nessas outras conversões.

Esse jogo gerou uma grande sequência de upgrades em cima do mesmo título a ponto de haver mais 4 versões de Street Fighter II a serem lançadas num prazo de 2 anos. Realmente a Capcom surfou na onda do sucesso e soube tirar até os últimos tostões dos trouxas extrair lucro de onde pôde. Começava aí a fama de mercenária da Capcom. Mas o que é isso, se comparado ao que ela lucra hoje , vendendo jogos incompletos (vide a polêmica em torno do Street Fighter V), pra faturar mais lançando uma porrada de DLCs caras pra cacete? Isso não é naaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaada.

Resumo da ópera: Street Fighter II revolucionou o conceito dos jogos de luta, goste você ou não da série. Realmente entrou pra história do entretenimento e deixou o nome da Capcom de forma indelével na indústria dos jogos. Toda franquia famosa que a Capcom lançou depois (como a série Resident Evil) já carregava essa essa pecha, de ser um jogo de uma empresa de "tradição", afinal era aquela empresa do "Street Fighter". A relevância de Street Fighter para a cultura é infinita. E se você não reconhece isso, só lamento, és um alienado , volta pro teu Minecraft.



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